Migração para nuvem: principais etapas e qual estratégia usar!

O que é migração para a nuvem?
A migração para nuvem é o processo de transferência das principais bases de armazenamento de uma empresa para um sistema de Cloud.

O processo vem se tornando muito comum e no Brasil diversas organizações passaram por essa transformação para escalar seus serviços.

Um estudo divulgado pela Elsevier já indicou que cerca de 90% dos gestores de médias empresas optam por esse armazenamento. Por isso, independentemente do porte da organização, a migração para nuvem já é uma realidade muito evidente.

Quer conhecer a fundo as etapas da migração para nuvem e escolher a estratégia mais adequada para sua empresa? Acompanhe esse conteúdo completo!

Cloud Computing: entenda o conceito e por que migrar para nuvem

O Cloud Computing, em português, computação em nuvem, é um conceito voltado para um modelo de negócio altamente tecnológico.

Na prática, significa envolver a computação com acessos remotos e simultâneos, a partir de uma armazenagem e movimentação de dados em redes compartilhadas.

Assim, a migração para nuvem proporciona para as empresas de todos os portes uma maior capacidade de gestão de dados.

Isso porque tradicionalmente os aplicativos e programas são baixados e armazenados no próprio espaço físico da organização. Como consequência, os dados são de responsabilidade da empresa, e caso perdidos, representam prejuízo.

No caso da computação em nuvem o cenário muda completamente. A partir dela, os programas e dados são armazenados em um ambiente inteiramente digital.

Como resultado, os colaboradores podem interagir melhor com os dados, e a responsabilidade passa a ser do provedor.

Desta maneira, não só a segurança das informações aumenta, como não é mais necessário dispor de espaços físicos para a armazenagem.

A migração para a nuvem, portanto, oferece muito mais comodidade para a empresa, já que promove melhorias no setor de TI delas.

Portanto, a grande preferência das instituições por essa tecnologia é facilmente justificada pelas vantagens oferecidas pela tecnologia de cloud computing:

  • Redução de custos — com equipamentos físicos e espaço físico;
  • Aumento na produtividade das equipes — já que o acesso às informações é simplificado;
  • Melhoria na segurança das informações — é uma preocupação a menos para as empresas, já que a responsabilidade pelos dados passa a ser do fornecedor.
  • Escalabilidade do serviço — já que a migração possui diferentes abordagens, possibilitando a aplicação de novas tecnologias.

Migração para nuvem: 4 etapas essenciais no processo

Tendo em vista as vantagens da migração para nuvem, é essencial conhecer as etapas envolvidas na transição para o cloud computing.

Por envolver dados importantes e a própria estrutura material da empresa, as fases de planejamento e execução são muito bem definidas na transição:

1. Planejamento e estruturação da migração

Qualquer processo que não envolva um prévio planejamento e definição de etapas corre grandes riscos de falhar.

Na migração para nuvem não é diferente, e o primeiro passo envolve o planejamento dessa atividade.

Vale também considerar recursos financeiros e avaliar as opções de fornecedores que melhor atendem às demandas da instituição.

O planejamento da migração para nuvem muitas vezes é feito para longo prazo, e isso pode envolver até mesmo a tomada de decisões importantes para o funcionamento da instituição.

Portanto, nessa etapa também são listados os objetivos da empresa com a tecnologia, para se estruturar um plano que atenda necessidades de mercado da organização.


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2. Diagnóstico e mapeamento do conteúdo

Tendo em mãos a estruturação da migração e como o processo se dará, é importante identificar falhas de segurança.

Além disso, mapeia-se a estrutura atual da organização e possíveis erros e riscos são corrigidos antes da implementação do cloud.

Outra ação que ocorre nesta etapa é a definição da ordem de migração dos conteúdos da empresa.

Geralmente, os primeiros aplicativos são os mais leves, enquanto a migração de ferramentas e dados mais complexos e importantes ficam para depois.

É também o momento de preparar os colaboradores para a mudança. Por fim, é preciso identificar os equipamentos e condições físicas da instituição, para entender o que será modificado para a implementação.

3. Preparação do ambiente em cloud

Seguidamente, a organização escolhe as ferramentas de cloud e o armazenamento conforme suas necessidades.

Nessa etapa da migração para nuvem, todos os pontos de otimização já foram considerados. Dessa maneira, o passo seguinte envolve a preparação das novas ferramentas e do ambiente de computação em nuvem da empresa.

4. Transferência de dados e monitoramento

A parte prática da migração para nuvem pode ser o momento mais crítico da organização. Por este motivo a necessidade de planejamento é tão grande.

Quando a empresa passa pela transferência de dados, as operações tendem a permanecer intactas, desde que o plano tenha sido preciso.

Para conduzir a migração com segurança, portanto, pode ser vantajoso contar com o auxílio de um especialista. Além disso, a utilização adequada das ferramentas escolhidas garante que as expectativas serão cumpridas.

A quarta etapa se estende à utilização do serviço de cloud computing. Isso porque o monitoramento identifica melhorias, potencializando a escalabilidade do serviço.

Assim, além de implementar adequadamente a tecnologia, a organização precisará monitorá-la para garantir segurança de dados e ainda melhoria nos serviços.

Estratégias de migração em cloud: abordagens dos 7 R’s

A migração para nuvem também pode ser feita a partir de uma estratégia mais personalizada. Isso ocorre em grandes organizações, e garante que a tecnologia cloud seja a melhor aliada possível para a empresa. Acompanhe cada uma delas:

Como migrar para a nuvem?

1. Rehost

A estratégia de Rehost, como o nome indica, consiste em “levantar” e posteriormente “deslocar” os dados da organização.

Por fazer uma cópia exata dos conteúdos, e seguidamente movimentá-los, é uma técnica explorada por organizações mais conservadoras na migração para nuvem.

O rehost também é feito para empresas que não possuem um planejamento de desenvolvimento tecnológico a longo prazo. Isso porque essa opção não faz grandes alterações nos sistemas da organização, já que apenas o migra.

2. Replataform

A migração replataform também é conservadora, já que muda somente a plataforma da organização e insere recursos da nova tecnologia.

Trata-se de uma opção válida para empresas que ainda estão iniciando na tecnologia de cloud. Isso porque apesar de envolver um desempenho mais otimizado nos sistemas, mantém a arquitetura central de informações da empresa.

3. Repurchase

O repurchase é uma migração um pouco mais complexa, já que envolve a mudança do produto nativo da nuvem na empresa.

A migração nesses casos geralmente ocorre para uma plataforma de SaaS, o que ocasiona um desafio maior de adaptação da empresa.

O método é geralmente escolhido para aplicações específicas de setores de uma empresa. Assim, a aplicação que já é utilizada passa a funcionar em um sistema de cloud, com uma migração de plataforma completa. Isso pode ocorrer em:

  • Ferramentas de CRM (como aplicações de atendimento ao cliente);
  • Aplicações de RH (para gerenciamento dos colaboradores e processos seletivos);
  • Tecnologias de administrativas, como aplicações de gerenciamento de tarefas e processos em tempo real;
  • Aplicações de Gerenciamento de serviços de TI;
  • Entre muitas outras.

A grande vantagem é que os recursos da nova plataforma costumam representar muito melhor a tecnologia de cloud computing e suas usabilidades.

Pode ser uma abordagem excelente para as empresas com uma familiaridade maior com tecnologias, de aplicações em nuvem, portanto.

4. Rearchitect

Rearchitect ou rearquitetura é um modelo mais usado por parte da empresa que deseja migrar completamente. Na prática, todas as aplicações serão reconstituídas, baseadas na migração total para a nuvem.

A grande vantagem dessa migração é que a empresa pode facilmente usufruir de novas tecnologias do mercado. Ocorre também a computação sem servidores, sendo totalmente digital.

O Rearchitec té uma excelente oportunidade para empresas que querem encontrar os recursos mais atualizados da tecnologia futuramente. Sendo assim, essa abordagem costuma ter custos de migração mais elevados.

5. Retire

Afinal, com toda a mudança nas ferramentas, como se posicionam os contratos e funcionalidades que operam antes da migração?

Com as inovações nas aplicações trazidas pela tecnologia de cloud computing, é comum que as estruturas anteriores sejam menos utilizadas e até deixem de ser necessárias.

Por isso, o processo de Retire envolve o desligamento e descontinuação de aplicações substituídas. Isso promove economia e garante que os recursos sejam destinados às ferramentas mais desenvolvidas.

6. Retain

Algumas aplicações simplesmente não demandam a migração proposta pelos métodos anteriores.

Isso pode acontecer devido a uma descontinuação próxima ou, porque há uma atualização contratual com determinado serviço.

Assim, a técnica Retain consiste em manter algumas aplicações no local de origem, sem serem migradas como as demais. Isso garante que somente as melhores tecnologias serão incluídas no novo sistema da empresa.

7. Relocate

A abordagem que representa o sétimo entre os 7R’s é a mais recente abordagem, trazida pela popularidade das tecnologias de virtualização.

Assim, a Recolocate ocorre com a transferência de máquinas virtuais para o armazenamento cloud.

A transferência pode envolver também máquinas completas com VMware. O funcionamento pode ser confundido com o de rehost, no entanto, é importante ressaltar as diferenças.

O rehost envolve “elevar a pilha” e deslocar os conteúdos até a nuvem. Por outro lado, o relocate apenas transporta as mesmas informações, de forma que a máquina virtual é 100% transferida, sem a parte de elevação.

A escolha da melhor abordagem depende muito da situação na qual a empresa se encontra. Além disso, é vantajoso possuir um suporte especializado para a escolha da transição conforme a necessidade técnica avaliada.

Desta maneira, há a economia com ferramentas adequadas e ainda é possível aproveitar ao máximo o novo serviço de cloud.

Conte com a Yssy para planejar e auxiliar com a melhor estratégia de migração para a sua empresa!

Riscos de migração para a nuvem e como evitá-los

Embora apresente diversas vantagens, a migração para nuvem precisa ser bem planejada para que não ocorram alguns imprevistos. Listamos abaixo as principais problemáticas da migração e formas de evitá-las:

Problemas jurídicos

Antes de realizar a migração o gestor precisa estar ciente das normas legislativas que envolvem dados e informações corporativas.

Assim, para evitar futuros problemas na justiça é fundamental conhecer profundamente a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD) e suas atualizações.

Falta financeira nas aplicações

A escolha da abordagem, bem como a migração de dados devem considerar as condições financeiras da organização, antes de mais nada.

Isso porque, ainda que promova economia a longo prazo para a empresa, alterações na arquitetura podem gerar ocasiões imprevistas.

Para evitar a falta de recursos na hora de adquirir as aplicações essenciais, portanto, é importante desenvolver um bom plano financeiro para a migração.

Fornecedores inadequados

Muitos gestores se enganam ao julgar que os fornecedores oferecem sempre os mesmos pacotes de migração.

Na realidade, cada empresa fornecedora oferece pacotes muito diferentes para seus clientes. Não se trata de uma combinação fixa, e os serviços oferecidos nem sempre são o que se esperava.

Por isso, para evitar confusões que comprometam a expectativa da migração é importante conferir a fundo as condições oferecidas pelo fornecedor escolhido.

Mau aproveitamento de recursos

Antes de implementar a migração para nuvem é essencial conferir as condições da organização para usufruir de forma inteligente do serviço.

Isso porque uma conexão fraca com a internet, por exemplo, pode limitar a experiência e utilização dos recursos com tecnologia em cloud.

Assim, para garantir que o aproveitamento será adequado, lembre-se de checar a velocidade de upload e download oferecida pela rede.

Como são serviços inteiramente digitais, a dependência de uma rede desenvolvida é muito grande por parte da empresa.

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Migração e gerenciamento de aplicações em nuvem com a Yssy

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A grande vantagem de nossas soluções é a diversidade de parcerias com as melhores empresas do mercado.

Com as melhores soluções em mãos, oferecemos uma migração para nuvem muito mais otimizada e personalizada para as necessidades de sua empresa.

Nessa transição, garantimos o suporte de especialistas e promovemos um processo seguro e eficiente para a implementação da tecnologia de cloud.

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